sábado, 24 de setembro de 2016

O esquema de lavagem de dinheiro do PMDB

Caxias - Ma ,24 de Setembro de 2016



As informações financeiras de um escritório de advocacia ligado a um operador do PMDB revelam grandes empresas abastecendo o propinoduto da Lava Jato

Localizada na Zona Leste de São Paulo, a Lotérica Central está acomodada numa esquina, entre a loja Ponto da Lingerie e um camelódromo, mimetizada entre os demais estabelecimentos comerciais da área. Em 22 de abril de 2014, a Central recebeu uma transferência bancária de R$ 185 mil para apostas. O concurso 1.593 da Mega-Sena daquela semana não estava acumulado e pagaria o mais baixo rateio de abril ao acertador das seis dezenas. Não se trata, obviamente, de algo comum. Apostas tão altas cheiram a lavagem de dinheiro, pois o apostador procura cercar todas as possibilidades para levar o prêmio, e assim tornar lícito um dinheiro sujo. O depositante no caso era o advogado Flávio Calazans, dono de um pequeno escritório em São Paulo. Seus movimentos ficam mais claros a partir das últimas investigações da Operação Lava Jato.
Segundo as investigações, Calazans é peça de uma engrenagem que, de um lado, recebia dinheiro de grandes grupos empresariais em boa parte até agora desconhecidos e, depois, repassava a empresas de fachada, apontadas como dutos para o pagamento de propina para políticos. Entre 2013 e 2015, passaram mais R$ 20 milhões pela conta de Calazans. O auge foi justamente o aquecido período eleitoral de 2014, quando o petrolão alimentava os caixas de campanha. Calazans não tinha porte para repassar essa pequena fortuna. Ele não representa clientes em nenhum grande processo que justifique honorários altos. Na verdade, não prestou nenhum serviço a eles. “Eu vendi alguns recibos pela facilidade de não precisar emitir nota eletrônica. Era apenas recibo de honorários”, diz. “A advocacia é ampla e poderia dizer que era consultoria, então ficava mais fácil”, disse Calazans, que afirma que aceitou vender as notas para pagar dívidas. As grandes empresas abasteceram a conta de Calazans, que em seguida repassou os valores a duas empresas de fachada, a Link Projetos e a AP Energy, conhecidas dos investigadores da Lava Jato como abastecedoras de propina.

As ordens de transferência para Calazans partiam de Victor Colavitti, da Link, e de Rodrigo Brito, filho do dono da AP Energy, a mando de Milton Lyra, um lobista, operador do PMDB, próximo do presidente do Senado, Renan Calheiros. “Eles me falavam que era a pedido do Milton”, afirma Calazans. Delatores da Lava Jato e investigações da Polícia Federal apontam Miltinho, como é conhecido nos subterrâneos, como operador de Renan no Postalis, o fundo de pensão dos funcionários dos Correios, que acumula um prejuízo bilionário. O nome de Flávio Calazans surgiu pela primeira vez na Lava Jato como um dos abastecedores da empresa Link Projetos. Essa empresa já é, comprovadamente, uma pagadora de propina. Como ÉPOCA revelou em abril, em sua proposta de delação premiada aos procuradores da Lava Jato, José Antunes Sobrinho, executivo da Engevix, afirmou que Victor Colavitti, da Link, operava com Milton Lyra. Seu apelido era “Lavanderia”. O próprio Colavitti fez delação premiada e admitiu a condição de operador da Engevix.

Somadas, as transferências de Calazans para a Link e para casas lotéricas chegam a R$ 1,2 milhão. No mesmo dia, outra lotérica recebeu o mesmo valor da Lotérica Central. A maior parte do dinheiro transferido por Calazans, contudo, foi para outra empresa. Foram R$ 9,4 milhões para a AP Energy. Era uma empresa de fachada, que foi até descredenciada pela Receita Federal há dois

meses, justamente por não existir de fato. Em delação, Luiz Carlos Martins, executivo da Camargo Corrêa, disse que a empreiteira usou a AP Energy para pagar R$ 2 milhões em propina ao senador Edison Lobão – um dos caciques do PMDB e ex-ministro de Minas e Energia.

Os maiores repasses a Calazans, de R$ 4,5 milhões, vieram do grupo Hypermarcas e de sua subsidiária Brainfarma. Esses valores já estão na mira da Procuradoria-Geral da República, uma vez que Nelson Mello, ex-diretor do grupo, acertou um acordo de delação premiada. Segundo ele, Milton Lyra distribuía propinas para o PMDB e Calazans era o meio do caminho. Na delação, revelada pelo jornal O Estado de S.Paulo em junho, Nelson disse que fez tudo sozinho, sem o consentimento da empresa – mesma versão da Hypermarcas divulgada ao mercado. O primeiro pagamento foi feito em maio de 2014. Calazans não prestou serviço. Mesmo assim, os pagamentos prosseguiram até julho de 2015, pela Hypermarcas e Brainfarma. Ou seja, segundo a versão de Nelson e da Hypermarcas, o ex-diretor conseguiu, sozinho, fazer pagamentos para um serviço que não foi prestado, no espaço de 14 meses, com duas empresas diferentes. Tudo isso à revelia do controle interno da Hypermarcas e dos outros

executivos que participaram da negociação do contrato e sua assinatura. Há até e-mails de uma secretária da presidência da Hypermarcas, segundo Calazans. “Eu achei um absurdo e sem sentido [a declaração da Hypermarcas de que tudo foi feito sozinho pelo Nelson]”, disse. “Eu nem sei quem é Nelson.”

Uma das empresas que colocaram dinheiro no esquema foi a Inframerica, sócia da Engevix. A mando de Milton Lyra, Calazans recebeu também da Inframerica, que administra o aeroporto de Brasília, R$ 468 mil, em junho de 2014. “Fui ao escritório do Colavitti e ele me passou um cartão do ‘Alysson’ Paolinelli [CEO da Inframerica]. Eu liguei na Inframerica, me pediram uma proposta e troquei e-mail confirmando o recebimento da proposta”, afirmou Calazans. Paolinelli, disse que não se lembrava do pagamento ou de ter contratado o  advogado. “Não sei, não lembro”, disse, repetidas vezes. A Inframerica disse que abriu uma auditoria interna para apurar os pagamentos e afirmou que “sempre observou todas as regras de governança corporativa e compliance”.

Um dos depositantes da conta de Calazans é o banco BMG, envolvido no esquema do mensalão. Embora seja um banco com grandes transações, o BMG escolheu justamente duas empresas menores, uma promotora de eventos e outra de empreendimentos, para fazer as transações. Além de usar dois CNPJs diferentes do BMG, o que chama a atenção são valores idênticos, no mesmo dia 29 de julho de 2014: R$ 328 mil. O BMG não esclareceu as coincidências. Disse, apenas, que o contrato é sigiloso. A lista de clientes inclui ainda uma subsidiária do grupo Marquise, com negócios especialmente no

Ceará e em Alagoas. Por meio da EcoOsasco foram repassados a Calazans R$ 2,5 milhões, entre abril e setembro de 2014. A empresa diz que ele prestou serviços advocatícios referentes à desapropriação e regularização de um terreno em Osasco. De todas as empresas que colocaram dinheiro na conta de Calazans, um grupo representa uma nova frente, até agora longe dos holofotes da Lava Jato: a saúde. Trata-se de três empresas ligadas a Edson Bueno, fundador da Amil. Os hospitais 9 de Julho, Clínicas de Niterói e uma imobiliária deram R$ 1 milhão. O grupo não respondeu às perguntas enviadas. Outro campo novo é na área de portos. Entre julho de 2014 e março de 2015, Calazans recebeu de quatro terminais em Santos, Vitória e Paranaguá valores mensais na casa de R$ 30 mil – totalizando R$ 1 milhão.

Procurado, Milton Lyra se pronunciou por meio dos advogados Eduardo Toledo e Alexandre Jobim. “A defesa não comenta sobre fatos ou documentos que desconhece, em especial sobre aqueles que sejam protegidos pelo segredo de Justiça. A tempo e modo, entretanto, esclarece que, no curso de eventual investigação e processo, e no momento oportuno, demonstrará a inocência de seu

constituinte”, dizem os advogados. “Qualquer antecipação de tese poderá ser prejudicial aos interesses do constituinte”, concluem. O advogado de Victor Colavitti não retornou os telefonemas. O advogado de Rodrigo Britto, Daniel Bialski, disse que ele não trabalhava para a AP Energy. O advogado da empresa, Marcos Montemor, afirmou que Lyra não recebeu dinheiro da AP Energy, mas disse que não poderia explicar por que recebeu os valores, uma vez que há inquérito policial sigiloso.

Dono da Lotérica Central, Antonio Acceta reconheceu a ÉPOCA: “Você pode ser um bandido e um ladrão. Se você falar que vai depositar na minha conta uma transferência bancária para eu fazer um jogo, eu faço. Essa é a nossa vida”, diz. “Fui usado. Não de forma inocente, pois tive lucro, mas o que me cabia, não mais.” Acceta também disse que os valores foram para emitir jogos e que os comprovantes são guardados por 90 dias. “Depois, é lixo. É uma orientação da Caixa, inclusive”, afirma. Outro cliente da lotérica era Lúcio Funaro, preso pela Lava Jato pela suspeita de ser operador financeiro do ex-­deputado Eduardo Cunha e que teve a vida financeira devassada pelos investigadores. Funaro depositou R$ 990 mil, em dois meses de

2013. Assim como Milton Lyra, ele é acusado de ser operador do PMDB e foi delator no mensalão. O advogado de Funaro, Daniel Gerber, disse que “todas as operações para as lotéricas foram registradas e serão explicadas em momento próprio”.


Fonte: http://epoca.globo.com/

Ministro do STF autoriza apuração sobre delação de Sérgio Machado

Caxias - Ma,24 de Setembro de 2016



Delator da Lava Jato citou políticos de PMDB, PT, PP, DEM, PSDB e PCdoB.
Ele disse que Temer pediu doação para campanha; atual presidente nega.
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de procedimentos preliminares para apurar fatos narrados na delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, um dos delatores da Operação Lava Jato.
Os procedimentos preliminares visam a apurar a existência de um suposto acordo envolvendo parlamentares para barrar a operação, além de outras suspeitas envolvendo políticos do PT, PSDB e PMDB.
Teori Zavascki atendeu a pedidos formulados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que solicitou providências para dar prosseguimento à apuração após o acordo de delação premiada de Sérgio Machado ter sido validado pelo STF.
Na colaboração, Machado admitiu ter repassado propina a 28 políticos, que hoje integram oito partidos – PMDB, PT, PP, PC DO B, DEM, PSDB, PDT e PSB.
À época dos fatos narrados por Machado., o então candidato à prefeito de São Paulo, Gabriel Chalita, hoje no PDT estava no PMDB. O deputado Heráclito Fortes (PI), hoje no PSB, estava no DEM.
Só para o PMDB, que teria apadrinhado a nomeação de Machado para a presidência da Transpetro, ele teria arrecadado R$ 100 milhões, segundo depoimento prestado ao Ministério Público.
Janot quer averiguar, em procedimentos separados, quatro termos da delação premiada de Machado (os termos 10, 11, 12 e 13).
Após a apuração preliminar, o procurador-geral poderá ou não pedir ao STF a instauração de inquéritos para investigar políticos.
O ministro também remeteu trechos da delação para o juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância da Justiça, por envolverem pessoas sem foro privilegiado.
Ele também mandou juntar informações sobre fraudes na Transpetro em um inquérito que já está em andamento no Supremo e que tem como alvos o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE).
VEJA O QUE DISSERAM OS POLÍTICOS CITADOS POR MACHADO
Citação a Temer
O termo 10, um dos trechos que Janot pediu para averiguar em separado, trata de conversas gravadas por Sérgio Machado com o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) e os senadores Renan Calheiros e o senador Romero Jucá (PMDB-RR).
Nas conversas, os políticos falam com Machado sobre como viabilizar um acordo para paralisar a Lava Jato. Renan Calheiros sugere, em uma das conversas, alterar a lei de delação premiada, acordos de leniência e execução provisória da pena.
Em nota enviada nesta sexta, a defesa do senador Romero Jucá afirmou que "delações premiadas irresponsáveis acabam comprometendo pessoas que não tem nada a ver com as investigações".
"A de Sergio Machado já está totalmente desmoralizada e comprovadamente falsa no momento em que se negou pedido de prisão respaldado na mesma", diz a nota.
Esse termo cita ainda o presidente da República, Michel Temer. Machado diz em depoimento ter conversado com ele na Base Aérea de Brasília, em setembro de 2012. Na ocasião, segundo Machado, Temer pediu recursos para a campanha de Gabriel Chalita, então candidato à Prefeitura de São Paulo.
Segundo o ex-presidente da Transpetro, o contexto da conversa deixou claro que ele deveria solicitar recursos ilícitos para empresas que tinham contratos com a estatal na forma de doação oficial para a campanha de Chalita – o valor acertado foi R$ 1,5 milhão e a doação teria partido da Queiroz Galvão.
Em nota, divulgada à época em que a delação foi divulgada, Temer afirmou que é "absolutamente inverídica" a acusação feita contra ele por Sérgio Machado.
Procurada na ocasião, a Queiroz Galvão informou que não comenta investigações em andamento e disse que todas as doações eleitorais que fez "obedecem à legislação".

Aécio Neves
No termo 11 da delação premiada, Sérgio Machado também relatou uma suposta articulação, ocorrida em 1998, para eleger uma bancada de, pelo menos, 50 deputados federais para viabilizar a candidatura do senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), para a presidência da Câmara no ano de 2000. À época, Aécio era deputado federal e tentava a reeleição.
De acordo com o ex-dirigente da Transpetro, Aécio embolsou sozinho R$ 1 milhão dos R$ 7 milhões que foram arrecadados pelo esquema durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Na ocasião, Machado era líder do PSDB no Senado.
Ele contou aos procuradores da República que, ao participar do comitê central da campanha de reeleição de FHC, se reuniu com Aécio e com o então presidente nacional do PSDB, o ex-senador Teotônio Vilela para montar o esquema de arrecadação eleitoral. Ele diz que Aécio e Teotônio Vilela pediram à campanha presidencial tucana recursos para ajudar as bancadas.
Segundo o delator, os tucanos decidiram doar entre R$ 100 mil e R$ 300 mil a cada candidato. Para conseguir esses recursos, disse Machado, além dos contatos com as empresas que fariam doações ilícitas em espécie, eles procuraram o então ministro das Comunicações Luis Carlos Mendonça de Barros, que, conforme a delação, garantiu cerca de R$ 4 milhões para o esquema.
Em nota divulgada na ocasião, Aécio disse que as acusações de Machado são "falsas e covardes".
Na época em que as denúncias de Machado se tornaram públicas, Camargo Corrêa disse apenas que "colabora com a justiça por meio de um acordo de leniência".
Outros políticos
O termo 12 envolve o ex-deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). Segundo Machado afirmou na delação, Vaccarezza o procurou em 2010 para ter apoio da Transpetro, que ajudaria com R$ 500 mil por meio de doação para o PT. Esse valor, segundo Machado, era oriundo de vantagens ilícitas pagas pela Camargo Corrêa, contratada pela Transpetro.
Ainda no termo 12, Machado afirma que, sempre em épocas de eleição, era procurado pelo ex-ministro e atual senador Garibaldi Alves (PMDB).
Em 2010, ele disse ter intermediado o pagamento de R$ 200 mil pela Queiroz Galvão e R$ 250 mil da Camargo Corrêa em 2012. Machado disse que Garibaldi também pediu ajuda à candidatura de seu filho, Walter Alves, à Câmara dos Deputados.
Sobre Agripino Maia (DEM-RN), Machado diz que a dinâmica também era a mesma: sempre em épocas de eleição, era procurado para que intermediasse doações. Ele diz que o senador do DEM recebeu, em 2010, R$ 300 mil para sua campanha ao Senado (pela Queiroz Galvão); e R$ 250 mil, em 2014, para a campanha do seu filho, o deputado Felipe Maia (DEM-RN), à Câmara.

Sérgio Machado também diz ter intermediado o pagamento de propina no valor de R$ 250 mil, pela Queiroz Galvão, ao então presidente do PPFrancisco Dornelles durante as eleições de 2010. O valor teria sido destinado ao PP-RJ.
Ainda no termo 12, Machado disse que também repassou recursos ilícitos aos deputados Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Luis Sérgio (PT-RJ) que, segundo ele, sempre foram defensores da indústria naval.
O ex-presidente da Transpetro afirma que os dois o procuravam pessoalmente em épocas de eleição  e pediam apoio. Após o pedido, ele estudava e os chamava novamente para dizer de onde viriam os recursos. No caso de Jandira, ele diz que a Queiroz Galvão repassou R$ 100 mil em 2010. Já para Luis Sérgio, foram repassados R$ 200 mil em 2010 e outros R$ 200 mil em 2014, sompre pela Queiroz Galvão.
À época da divulgação do teor da delação de Machado, todos os políticos citados negaram irregularidades nas doações.
Grupo JBS
No termo 13, Sérgio Machado disse que ouviu de diversos senadores, em reuniões na casa de Renan Calheiros, que o grupo JBS iria fazer, em 2014, uma doação de R$ 40 milhões ao PMDB, a pedido do PT, para abastecer a campanha do partido ao Senado.
Ele diz que a doação foi posteriormente confirmada a ele pelo diretor de Relações Institucionais do grupo. Não soube dizer, contudo, se a JBS obteve algum favorecimento do PT ou do governo em troca dessa doação.
Os R$ 40 milhões, afirmou, eram somente para a bancada do PMDB no Senado. Os senadores que supostamente se beneficiariam da doação foram, segundo Machado: Renan Calheiros, Jader Barbalho, Romero Jucá, Eunício Oliveira, Vital do Rêgo, Eduardo Braga, Edison Lobão, Valdir Raupp, Roberto Requião e outros não citados nominalmente.

Segundo Machado, a informação da doação chegou ao conhecimento da bancada do PMDB na Câmara, que teria se queixado pelo fato de o dinheiro ter sido destinado exclusivamente à bancada do partido no Senado.
Em nota divulgada na ocasião, o PMDB afirmou que "sempre arrecadou recursos seguindo os parâmetros legais em vigência no país", acrescentanto que "doações de empresas eram permitidas e perfeitamente de acordo com as normas da Justiça Eleitoral nas eleições citadas".

O texto diz que, "em todos esses anos, após fiscalização e análise acurada do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), todas as contas do PMDB foram aprovadas não sendo encontrados nenhum indício de irregularidade”.

Fonte:g1

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

" WANTED "Polícia procura por suspeito de matar ex-mulher com tiro na cabeça

Caxias - Ma, 23 de Setembro de 2016



 A Polícia Militar procura por um homem, de 30 anos, suspeito de matar a ex-mulher com um tiro na cabeça, na manhã desta sexta-feira (23), em Itápolis (SP). O caso é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher, e segundo a delegada Cyntia Lepes Santiago, o crime teria sido motivado por ciúmes, porque o homem não aceitava o fim do casamento e a vítima estaria se relacionando com outra pessoa.

Ainda de acordo com informações da polícia, na noite de quinta-feira (22), os dois brigaram e a vítima, Elielma Vieira, de 26 anos, com medo procurou refúgio na casa do irmão do atual companheiro, que fica em um sítio vizinho ao dela, no bairro São João.
Ainda de acordo com a polícia, nesta manhã, o suspeito Luiz Antônio Gasparini foi até o sítio onde Elielma estava e a matou. Ele ainda atirou no dono da casa, que tentou evitar o crime. O homem foi socorrido e encaminhado para a Santa Casa de Itápolis. De acordo com informações do hospital, ele foi atingido por um tiro no tórax, próximo ao coração, passou por cirurgia e permanece internado, sem risco de morte.

Luiz segue foragido e a Polícia Militar faz buscas na região. O caso foi registrado como feminicídio e tentativa de homicídio.

Fonte:G1

Com R$ 174,5 milhões, material impresso lidera gasto dos candidatos

Caxias - Ma, 23 de Setembro de 2016



O maior gasto dos candidatos nas campanhas até agora se dá em publicidade por materiais impressos, segundo levantamento do G1 junto aos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foram R$ 174,5 milhões gastos nesse tipo de material até esta quinta-feira (22), cerca de 20% da despesa total de R$ 879 milhões feita até agora por todas as campanhas nestas eleições municipais.

Os dados mostram que, em uma eleição com limite de gastos e em que as doações de empresas foram proibidas, os candidatos têm gastado mais com esse tipo de material que com produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, que somaram R$ 74 milhões em despesas. Com despesas de pessoal foram gastos R$ 80,4 milhões.

Os materiais impressos incluem principalmente cartazes, colas, santinhos e panfletos. Só em santinhos, que geralmente são distribuídos às vésperas da eleição, foram gastos cerca de R$ 38 milhões.

Os dados das despesas fazem parte da prestação de contas dos candidatos, que é apresentada a cada 72 horas à Justiça Eleitoral. Os números, portanto, ainda podem mudar até o dia da eleição, em 2 de outubro

Fonte:G1

Os 9 piores alimentos para diabéticos

Caxias - Ma, 23 de Setembro de 2016


A Frente Parlamentar de Combate ao Diabetes, coordenada pelo deputado estadual Fernando Cury (PPS), será lançada oficialmente nesta segunda-feira (29), na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP).

Aberto ao público, o evento será realizado a partir das 19h30, no Auditório Franco Montoro e contará com a participação do Dr. Sérgio Muller - representando a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo -, Dr. Walter Miniccuci - Presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes -, Dr. Fadlo Fraige Filho - Presidente da Associação Nacional de Assistência ao Diabético -, Dr. Roberto de Campos Andrade - Promotor de Justiça Coordenador do Centro de Apoio Operacional de Direitos Humanos e de Direitos Sociais do Ministério Público do Estado de São Paulo -, Dr. Silvio Eduardo Valente - Presidente da Comissão de Direito Médico da OAB/SP -, Drª Karla Melo - Doutora em Endocrinologia pela FMUSP e Coordenadora do Departamento de Saúde Pública da SBD - e Profª Drª Marilza Vieira Cunha Rudge - Vice-Reitora da UNESP. Deputados, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, secretários estaduais e municipais, entidades, associações e população em geral também foram convidados a participar.

Na Frente Parlamentar serão abordados os temas: “A Situação da Diabetes no Brasil”, “Diabetes Tipo 1 e Tipo 2”, “O Papel do Ministério Público na Defesa do Interesse Coletivo”, “A Judicialização da Saúde”, “As Políticas Públicas em Diabetes” e “Diabetes Gestacional”.
Além de Fernando Cury, que é o idealizador, a Frente Parlamentar de Combate ao Diabetes conta com a participação de outros 39 parlamentares. “A criação desta Frente é uma importante iniciativa para minimizar o aparecimento e o agravamento da doença. Organizaremos estudos, debates e audiências públicas sobre o diabetes e é muito importante a participação das associações, profissionais da saúde e da população, para que possamos discutir o assunto em todos os aspectos possíveis, como educação, conscientização, saúde, medicamentos e insumos, alimentação e legislação”.

O deputado conversou com as pessoas ouviu diversos relatos e os transtornos ocasionados pela doença, mas o envolvimento surgiu quando o diabetes apareceu dentro da própria família. “Minha sobrinha Beatriz, atualmente com sete anos de idade, recebeu o diagnóstico aos quatro anos. Desde então, pude acompanhar de perto a difícil rotina imposta a todos os diabéticos, para aprender a lidar com a doença e as mudanças de vida que ela traz: o controle constante da glicemia, os horários para aplicação de insulina ou outros medicamentos, e os cuidados com a alimentação, em um monitoramento constante”.

Ele diz que uma das metas de seu mandato é melhorar as políticas públicas de saúde. “No caso da Beatriz, graças ao diagnóstico precoce, ela teve a chance de iniciar um tratamento adequado, o que vem possibilitando um ótimo controle da doença. No entanto, infelizmente, as políticas públicas de saúde direcionadas ao diagnóstico e tratamento do diabetes estão muito aquém do ideal e necessitam ser aprimoradas para amplo atendimento aos portadores da doença. Como deputado, quero usar todos os meios dos quais dispuser no combate ao diabetes e, se preciso, propor ajustes na legislação, para que a população possa contar com informações corretas, acesso adequado ao sistema público de saúde e aos medicamentos e insumos necessários para seu tratamento”.

Quem faz parte?

Deputados que compõem a Frente Parlamentar de Combate ao Diabetes - Fernando Cury (PPS), Adilson Rossi (PSB), Alexandre Pereira (SD), Antonio Salim Curiati (PP), Atila Jacomussi (PCdoB), Beth Sahão (PT), Caio França (PSB), Carlos Giannazi (PSOL), Carlos Neder (PT), Célia Leão (PSDB), Celino Cardoso (PSDB), Celso Giglio (PSDB), Celso Nascimento (PSC), Cezinha de Madureira (DEM), Chico Sardelli (PV), Clélia Gomes (PHS), Coronel Camilo (PSD), Coronel Telhada (PSDB), Davi Zaia (PPS), Ed Thomas (PSB), Gil Lancaster (DEM), Hélio Nishimoto (PSDB), Itamar Borges (PMDB), Jooji Hato (PMDB), Jorge Wilson Xerife do Consumidor (PRB), Luiz Fernando (PT), Márcio Camargo (PSC), Marcos Zerbini (PSDB), Orlando Bolçone (PSB), Ramalho da Construção (PSDB), Ricardo Madalena (PR), Roberto Engler (PSDB), Roberto Massafera (PSDB), Roberto Morais (PPS), Roberto Tripoli (PV), Rogério Nogueira (DEM), Sebastião Santos (PRB), Vanessa Damo (PMDB), Wellington Moura (PRB) e Welson Gasparini (PSDB).

Mais sobre o Diabetes

O Que é Diabetes?  É uma doença silenciosa, ainda sem cura, mas que se diagnosticada precocemente, permite um bom controle. Caracteriza-se pela elevação da glicose no sangue (hiperglicemia). Pode ocorrer devido a defeitos na secreção ou na ação do hormônio insulina, produzido no pâncreas, pelas chamadas células betas. A função principal da insulina é promover a entrada de glicose para as células do organismo de forma que ela possa ser aproveitada para as diversas atividades celulares. A falta da insulina ou um defeito na sua ação resulta em acúmulo de glicose no sangue, o que é chamado de hiperglicemia.

É a sexta causa de morte no país, além de provocar cegueira, insuficiência renal e amputações não traumáticas. Segundo dados da Secretaria de Saúde, apenas no estado de São Paulo, por ano, são feitas mais 21 mil internações e ocorrem mais de 9 mil falecimentos devido à doença. Estes números equivalem a dizer que o diabetes mata uma pessoa por hora em São Paulo.

No Brasil, o Diabetes atinge mais de 12 milhões de pessoas (cerca de 6% da população), sendo que metade delas não sabe disso. Ele aumenta com o passar da idade, e é considerado um grande problema de saúde pública. O aumento do número de diabéticos se justifica pelo crescimento e ao envelhecimento populacional, à maior urbanização, à crescente obesidade e sedentarismo da população.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Diabetes responde por cerca de 25 mil óbitos anuais. Através do serviço público de saúde, 500 novos casos de diabetes são diagnosticados todos os dias.

Há dois tipos de diabetes:

- Tipo 1: que não pode ser evitado, pois o pâncreas para de produzir insulina, hormônio responsável por controlar o açúcar no organismo.

- Tipo 2: que pode ser evitado com prática regular de atividade física, boa alimentação e manutenção do peso saudável.

Fatores de risco: Alimentação não-saudável, vida sedentária, histórico familiar e obesidade.

Sinais e Sintomas: Falta de energia, sede excessiva, perda de peso e urinar com frequência.

Como prevenir: Alimentação saudável, caminhadas, manter o peso ideal e praticar exercícios.



Serviço
Ato de Lançamento da Frente Parlamentar de Combate ao Diabetes

Data: 29 de junho

Horário: 19h30

Local: Auditório Franco Montoro – Assembleia Legislativa do Estado de SP

Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral, 201 – Ibirapuera – SP


 Os 9 piores alimentos para diabéticos

Quando você está vivendo com diabetes tipo 2, a última coisa que você quer se concentrar é em outra lista de coisas que você não pode fazer. Mas quando você está fazendo escolhas sobre a vida e alimentação saudável, existem muitas trocas que você pode fazer que colocam sua vida (e os níveis de insulina) na direção certa.

Para te ajudar, reunimos 9 alimentos que você deve excluir de qualquer forma de seu cardápio. Mas para que você não fique com água na boca e triste, escolhemos também os substitutos a altura para que sua rotina e alimentação não tenham que mudar demais, prejudicando sua qualidade de vida.

Panquecas e donuts/rosquinhas
Anunciada como a refeição mais importante do dia , café da manhã pode realmente definir o tom para seus níveis de açúcar, energia e confiança para o resto de suas horas de vigília. Alimentos ricos em açúcar, gordura , amidos brancos e frutas processadas podem aumentar o açúcar e dar-lhe uma crise no momento em que você chegar na porta. Em vez de bolos, panquecas, barras de frutas, geleias, cereais, granola, açúcar ou pão branco, opte por um alto teor de proteína e farinha de baixo teor de gordura. A clara de ovo, pão de trigo integral, aveia, bacon de peru, presunto ou cereais integrais são todos alternativas saudáveis ​e saborosas para começar o seu dia com o pé direito.

Carboidratos ricos em amido branco

Pão, cereais, arroz e massas são todos os grãos que são ricos em fibras, o que é bom para você. Mas certos grãos são tão fáceis para o seu corpo para processar que elevam o açúcar no sangue tão rapidamente quanto uma barra de chocolate. Pães brancos, cereais, arroz e massas foram despojados de seus cascos nutritivos, deixando apenas carboidratos ruins para trás. Prefira pães integrais e cereais, arroz integral, feijão, grãos integrais, como a linhaça, Kasha ou quinoa e trigo integral ou massa de semente de linhaça ou quinoa.

Fast food
Se a sua ideia de almoço tem a ver com uma visita a praça de alimentação do shopping, você ainda pode ganhar no jogo escolhas saudáveis. Basta dizer não a qualquer coisa frita (batatas fritas, anéis de cebola, tudo etiquetado como crocante, ou hambúrgueres que não são grelhados), ou qualquer coisa salgada demais (batatas fritas novamente, bacon ou queijo), e muitos condimentos doces ou gordurosos (ketchup, maionese ou molhos especiais). Diga sim para grelhados, saladas com molho de baixo teor de gordura, alface ou tomates adicionais, mostarda, ou pickles.


 


Bebidas açucaradas

Refrigerantes açucarados, bebidas isotônicas, limonadas e sucos de frutas devem ser substituídos por água, café e chá (quente ou gelado), refrigerantes sem açúcar e bebidas aromatizadas sem açúcar.

Cuidado com a glicose na diabetes
Não abuse de alimentos que vão aumentar a glicose no seu sangue, ou as consequências poderão durar para sempre. (Foto: divulgação)

Biscoitos, doces e batatas fritas

Alimentos embalados, como biscoitos, doces e batatas fritas podem ser facilmente evitados quando você for pegar um lanche rápido em uma máquina de venda automática ou supermercado. Prefira oleaginosas (como nozes e pistache), pipoca com baixo teor de gordura ou bolachas integrais, tomando cuidado com sua ingestão diária de sódio, é claro. Melhor ainda, poupe dinheiro e carregue com você sempre coma uma banana, maçã, pipoca com pouca gordura e sal ou um sanduíche natural como lanche  para qualquer lugar.

Buffets e restaurantes self-service

A idéia de um buffet ou um restaurante self-service pode Fazer com que até mesmo os mais conscientes diabéticos do tipo 2 sofram para resistir, mas isso não tem que ser o caso. Bata a salada primeiro e encha-se com alimentos verdes, então evite sopas cremosas e vá para caldos claros. Escolha alimentos frescos e coloridos, menos processados, ​​como vegetais cozidos ao invés de fritos, batata doce cozida, carnes grelhadas refogados cozidos, carnes com pouca gordura (como peixes e frango). Evite coberturas que são cremosas, gordurosas, grossas ou pegajosas como creme de queijo, creme de leite, molho branco e molhos cremosos.

Conservas de frutas e frutas secas

Todas as frutas não são criados iguais quando se trata de índice glicêmico. Conservas de frutos são embaladas em açúcar ou xarope, sendo pouco melhores do que doces e realmente desnecessárias considerando as outras opções que você tem disponível para você. As frutas secas podem ser uma grande fonte de fibras, mas os açúcares são concentrados e, portanto, podem aumentar seus níveis de açúcar no sangue, ao mesmo tempo em que muitas das vitaminas e minerais naturais das frutas são perdidos. Fique longe de tortas de frutas, geleias, frutas cristalizadas e outras frutas processadas ​​porque têm menos valor nutritivo e são mais altos em açúcares. Em vez disso, opte por maçãs assadas ou frutas frescas.

http://www.jcnet.com.br/Nacional/

Data M: Edivaldo 47%, Safadão 25%, Eliziane 3,7%

Caxias - Ma, 23 de Setembro de 2016



Data M: Edivaldo 47%, Safadão 25%, Eliziane 3,7%


Faltando apenas 10 dias para o primeiro turno das eleições municipais do dia 2 de outubro, a pesquisa Data M confirma a liderança e crescimento disparado do candidato à reeleição Edivaldo Holanda Junior (PDT). No levantamento divulgado nesta sexta-feira, 23, o pedetista aparece em primeiro lugar em todos os cenários apresentados e pelos números sairia vencedor logo no primeiro turno.
Na pesquisa estimulada, onde são apresentados os nomes dos candidatos ao eleitor, Edivaldo lidera com mais de 20 pontos à frente do segundo colocado, a maior diferença desde o início da campanha. Edivaldo está com 47,1% de intenções de voto, Wellington do Curso (PP) com 25,7%, Eliziane Gama (PPS) com 3,7%, Eduardo Braide (PMN) com 2,6%, Fábio Câmara (PMDB) com 1,4%, Cláudia Durans (PSTU) com 1,1%, Rose Sales (PMB) com 0,6%, Valdeny Barros (PSOL) 0,2%, Zé Luis Lago (PPL) com 0,1%. 8,9% disseram que não votariam em nenhum dos candidatos e 8,7%% não sabem ou não responderam.
Considerando apenas os votos válidos – direcionados a um candidato e que não incluem os brancos e nulos –, Edivaldo mantém a dianteira e venceria em primeiro turno com 57,1% de intenções de voto. Wellington do Curso aparece nesse cenário com 31,2%, Eliziane Gama (PPS) com 4,5%, Eduardo Braide (PMN) com 3,2%, Fábio Câmara (PMDB) com 1,7%, Cláudia Durans (PSTU) com 1,3%, Rose Sales (PMB) com 0,7%, Valdeny Barros (PSOL) com 0,2% e Zé Luis Lago (PPL) com 0,1%.
Segundo turno
Edivaldo também venceria em eventual segundo turno, é o que aponta todos os cenários avaliados pelo Instituto Data M. Num hipotético cenário de disputa entre Edivaldo e Wellington, Edivaldo seria reeleito com 50,9% das intenções de voto contra 32,9% de Wellington.
Quando avaliado o cenário de segundo turno entre Edivaldo e Eliziane, o candidato pedetista aparece com 57,1% das intenções de voto contra 15,6% de Eliziane.
Na simulação de uma possível disputa entre Eliziane Gama e Wellington do Curso, Wellington aparece com 50,0% das intenções de voto contra 17,4% de Eliziane.
Expectativa de vitória
A Data M perguntou aos eleitores, independente da intenção de voto, quem eles achavam que venceria a disputa em São Luís. A expectativa de vitória de Edivaldo cresceu de 62,9%, da pesquisa divulgada na semana passada, para 66,9% agora. 17,5% apostam em Wellington, 2,1% em Eliziane, 0,6% em Eduardo Braide, 0,4% em Cláudia Durans, 0,4% em Fábio Câmara, 0,4% em Zé Luis Lago, 0,2% em Valdeny Barros e Rose Sales não pontuou. 1,9% em nenhum deles e 9,6% não sabem ou não responderam.
Rejeição
A pesquisa Data M também questionou os eleitores quanto à rejeição dos candidatos. Novamente a candidata Eliziane Gama foi a mais rejeitada pelos eleitores com 22,3%, seguida de Edivaldo com 15,7%, menor índice já apresentado. Wellington do Curso aparece com 7,4%, Fábio Câmara com 6,8%, Zé Luis Lago 4,2%, Cláudia Durans 3,9%, Eduardo Braide 3,6%, Rose Sales 3,2% e Valdeny Barros 2,8%. 16,9% disseram que votariam em todos e 13,3% não sabem ou não responderam.
A pesquisa foi encomendada pela TV Difusora e Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Estado do Maranhão/ Sinduscon, e registrada na Justiça Eleitoral, no dia 17 de setembro, sob o protocolo MA­01065/2016.
A Data M ouviu 1.000 eleitores, entre os dias 20 e 22 de setembro, em vários bairros da capital. A margem de erro da pesquisa é de 3,1% para mais ou para menos, sendo 95% de confiabilidade.





Fonte:Marrapá

“servidores contratados de prefeituras sofrem um verdadeiro massacre”.

Caxias - Ma, 23 de Setembro de 2016



A postagem acima foi feita no instagram do auditor federal Welliton Resende, chamando atenção para um assunto delicado que ocorre durante o ano eleitoral no Maranhão.

Trata-se das imposições dos candidatos para que os contratados das prefeituras e seus familiares trabalhem em suas campanhas.


A determinação funciona como uma espécie de troca. Para garantir seu trabalho, o contratado e sua família são obrigados a trabalhar pelo empregador ou corre o risco de ser demitido.

http://luispablo.com.br/


Policia Federal apreende mais de R$ 500 mil de coligação investigada em Canoas, RS

Caxias - Ma, 23 de Setembro de 2016



Ação tem como alvo a coligação BOM, da candidata Beth Colombo (PRB).
Em nota, BOM diz que campanha é 'modesta' e 'prima pela legalidade'.

A Polícia Federal aprendeu na noite desta quinta-feira (22) mais de R$ 500 mil durante uma operação que investiga supostos crimes eleitorais em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A ação tem como alvo a coligação Bloco do Orgulho Municipal (BOM), responsável pela candidatura de Beth Colombo (PRB) à prefeitura.
Mais de R$ 176 mil em dinheiro e um cheque de R$ 50 mil foram localizados no comitê da candidata. Já na residência de uma pessoa ligada à mesma coligação, foram apreendidos cerca de R$ 300 mil.

Também foram apreendida uma grande quantidade de material de campanha em local não declarado à Justiça Eleitoral. Ainda segundo a Polícia Federal, foram cumpridos três mandados de condução coercitiva.

O inquérito foi instaurado em agosto a partir de denúncia recebida pela Polícia Federal. Conforme a corporação, os responsáveis pela campanha não apresentaram a comprovação de origem dos recursos apreendidos. As investigações prosseguem para identificar a origem dos recursos.

Em nota, a assessoria do Bloco do Orgulho Municipal (BOM) informou que confia no trabalho da Justiça Eleitoral que "deverá apurar os fatos com isenção e celeridade". Além disso, diz que acredita na Polícia Federal que "executará seu trabalho com rapidez e eficiência".

Além disso, o bloco afirma que a campanha tem sido "modesta, baseada na militância voluntária dos nossos apoiadores e na realização de atividades de arrecadação". "A campanha do BOM prima pela legalidade da arrecadação e contabilização dos gastos. A prestação de contas da campanha é pública e temos a tranquilidade que ela elucidará qualquer dúvida".

Leia a íntegra da nota:
Com relação a Operação da Polícia Federal realizada hoje no Comitê do BOM temos a informar o seguinte:
1.       Confiamos plenamente no trabalho da Justiça Eleitoral que deverá apurar os fatos com isenção e celeridade.
2.       Acreditamos na Polícia Federal, que executará seu trabalho com rapidez e eficiência, motivo que nos levou há poucos dias a denunciar um grupo de criminosos que estavam oferecendo aos candidatos da cidade a possibilidade de fraudar a urna eletrônica. Foi a denúncia do Prefeito Jairo Jorge que originou a investigação e prisão dos criminosos.
3.       Nossa campanha tem sido modesta, baseada na militância voluntária dos nossos apoiadores e na realização de atividades de arrecadação.
4.       A campanha do BOM prima pela legalidade da arrecadação e contabilização dos gastos.  A prestação de contas da campanha é pública e temos a tranquilidade que ela elucidará qualquer dúvida.
BOM - Bloco do Orgulho Municipal

Presos em operação da PF estão em galeria específica em presídio no RS

Operação Concutare prendeu 18 pessoas no RS e em SC na segunda.
Tenente Coronel Rogério Maciel explica como são as celas dos detidos
Escoltados por agentes da Polícia Federal, 17 dos 18 presos na Operação Concutare, realizada no RS e em SC na segunda-feira (29), foram encaminhados ao Presídio Central, em Porto Alegre, segundo a assessoria de imprensa da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe). Um dos detidos permaneceu na sede da superintendência, onde prestava depoimento à noite. A assessoria da PF ainda não confirmou se este último preso já foi levado ao presídio. Eles são suspeitos de envolvimento em um esquema de venda de licenças ambientais.
As celas dos suspeitos apresentam as condições necessárias para quem tem curso superior, conforme explica o diretor do Presídio Central, tenente coronel Rogério Maciel, ao Bom Dia Rio Grande, da RBS TV (veja o vídeo acima). "Por todos terem cursos superiores, estão separados em uma galeria específica. Providenciamos alimentação para todos, todos receberam roupa de cama e colchão para dormir, kit higiene, um kit alimentação para o tempo que permanecerem aqui
Durante esta terça-feira (30), segundo a Polícia Federal, os presos poderão ser chamados na sede da superintendência para novos depoimentos.
Foram detidos seis empresários, seis consultores e seis servidores públicos. A investigação identificou práticas de corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Entre os detidos estão o ex e o atual secretário Estadual do Meio Ambiente, Berfran Rosado e Carlos Fernando Niedersberg, respectivamente, e o secretário do Meio Ambiente de Porto Alegre, Luiz Fernando Záchia. Os dois últimos foram afastados e exonerados do cargo e substituídos interinamente pela atual chefe-adjunta da Casa Civil, Mari Perusso, e pelo procurador Marcelo do Canto.
"São prisões temporárias, então eles permanecem presos cinco dias, em princípio, podendo prorrogar por mais cinco. E, eventualmente, pode até ser decretada prisão preventiva, dependendo do caso", explica o delegado regional de investigação e combate ao crime organizado Daniel Justo Madruga.
Na noite de segunda a PF divulgou o balanço da operação. Além dos 18 presos, os agentes apreenderam mais de R$ 500 mil em espécie de três moedas diferentes, além de outras provas. O nome dos envolvidos não foi divulgado pela PF, já que as investigações correm em segredo de Justiça.
A operação envolveu 150 policiais e cumpriu mandados de apreensão nas secretarias de Meio Ambiente do Rio Grande do Sul e de Porto Alegre, na Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e no Departamento Nacional de Produção Mineral. A investigação começou em junho de 2012. O nome da operação vem do latim concutare, que significa concussão, crime em que um servidor público obtém vantagem de forma indevida por meio de cargo público.
Peritos tentam descobrir possíveis danos ambientais
Peritos da Polícia Federal de outros estados estão em Porto Alegre para ajudar na análise dos documentos apreendidos. Eles integram uma força-tarefa para descobrir se houve dano ambiental em função da liberação irregular de licenças para a mineração e para a construção de empreendimentos imobiliários. O trabalho deve durar 30 dias.

Esquema liberava licenças mediante pagamento
De acordo com o delegado Thiago Machado, foi observado que algumas licenças só seriam obtidas se houvesse pagamento em quantia em dinheiro. “Quando o empresário contava com alguém de dentro do órgão, o prazo para obtenção era bastante curto, chegando a ser feito em apenas uma tarde. Além disso, a própria licença deixava de observar requisitos legais”, afirma.
O delegado ainda afirmou que 30 a 40 processos estão sendo analisados por perícia técnica no Departamento Nacional de Produção Mineral e da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).
Segundo a PF, os suspeitos de integrar o grupo são servidores públicos, consultores ambientais e empresários, que atuam em órgãos  públicos. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Porto Alegre, Taquara, Canoas, Pelotas, Caxias do Sul, Caçapava do Sul, Santa Cruz do Sul, São Luiz Gonzaga, no Rio Grande do Sul, e em Florianópolis, em Santa Catarina.


Fonte:G1

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

PT diz que prisão de Mantega foi 'espetaculosa'; base critica ex-ministro

Caxias - Ma,22 de Setembro de 2016



Deputados e senadores repudiaram a ação, que chamaram de 'desumana'.
Para políticos da base, prisão mostra que havia 'organização criminosa'.

As bancadas do PT no Senado e na Câmara divulgaram nota nesta quinta-feira (22) em que manifestou repúdio à prisão de Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff. Por sua vez, políticos da base do governo de Michel Temer disseram que a prisão mostra que havia uma "organização criminosa" nos governos petistas.
Mantega foi preso no início da manhã, na 34ª fase da Operação Lava Jato, batizada de "Arquivo X". A prisão foi revogada no começo da tarde pelo juiz Sérgio Moro (veja abaixo). Segundo o Ministério Público Federal, Mantega pediu ao empresário Eike Batista, em 2012, que fizesse uma doação para quitar dívidas eleitorais do PT. Ainda de acordo com o MPF, uma das empresas de Eike, a OSX, fechou contrato com a Petrobras para construção de plataformas de exploração de petróleo.
A prisão foi feita na portaria de um hospital, em São Paulo, onde o ex-ministro tinha ido para acompanhar uma cirugia da mulher.
Veja a repercussão da prisão de Mantega:
Antônio Imbassahy (PSDB-BA), líder do partido na Câmara:
"Reafirma também ao Brasil e ao mundo que o que foi feito estava absolutamente incompatível com a ética, com a conduta moral de um país que se tornou democrático."
Bancada do PT no Senado
"A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) no Senado recebeu com extrema indignação a notícia da prisão do ex-ministro Guido Mantega [...] O repúdio a essa ação da Polícia Federal é ainda maior em razão das condições desumanas, arbitrárias e, mais uma vez, espetaculosas como foi realizada, sendo o ex-ministro preso por agentes do Estado em um hospital enquanto acompanhava a mulher numa intervenção cirúrgica a que se submeteria para tratamento de câncer."
Bancada do PT na Câmara
"Infelizmente, agentes do Ministério Público Federal e da Polícia Federal têm cometido regulamente abusos gravíssimos, que neste caso violam a dignidade e os direitos fundamentais de Mantega e de sua família."
Pauderney Avelino (DEM-AM), líder do partido na Câmara
"Mantega, além de ter ajudado a arruinar a economia brasileira, achacava empresários para encher os cofres do PT [...] Sua prisão segue a lógica de outros petistas também presos na Lava Jato”, afirmou o deputado.
Paulo Baer (PSDB-SC), líder do partido no Senado
"Todos aqueles que tiveram algum contato, alguma relação com coisas ilícitas, com atos de corrupção, com favorecimentos feitos a partir do exercício de cargos públicos ou do exercício da atividade política devem ser exemplarmente punidos, seja quem for. A prisão do ministro Mantega demonstra que o trabalho da Lava Jato não terminou [...] Fica claro que o Brasil continua sendo um país sério, onde quem atua no mundo da ilegalidade, da corrupção, corre um risco e, concretamente, acabará sendo punido."
Ronaldo Caiado (DEM-GO), líder do partido no Senado
"A Lava Jato chegar à prisão do ex-ministro da Fazenda de Dilma só demonstra o tamanho que chegou essa organização criminosa. O Ministério da Fazenda sempre foi uma pasta  comandada por quadros de perfil técnico, afastados das intempéries políticas e que passassem credibilidade e respeito ao mercado. Se a orquestração política para fazer o PT se perpetuar no poder chegou até ali, é porque sua capilaridade foi muito maior do que tudo que imaginávamos."
Rubens Bueno (PPS-PR), líder do partido na Câmara
“Está claro que Mantega usou o estado brasileiro para conseguir recursos para seu partido, prática recorrente do PT no poder. [Mantega] era uma peça importante na organização criminosa que se apossou do poder no Brasil, razão pela qual foi o ministro que mais tempo ficou à frente do Ministério da Fazenda em todo o período após a redemocratização do país.”
Rui Falcão, presidente do PT
"A prisão do ex-ministro Guido Mantega é arbitrária, desumana e desnecessária."
Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), líder do partido no Senado
“Se o ex-ministro Guido Mantega tem que ser investigado, ele tem que dar depoimento, ou até tem que ser detido, tudo bem, que seja feito, mas dentro dos princípios não só da legalidade, mas também da humanidade, cujo todos nós estamos e devemos respeitar. Qual é a justificativa para tirar alguém que está dentro de um hospital, num centro cirúrgico, acompanhando a cirurgia da esposa?”
No começo da tarde desta quinta-feira, Sérgio Moro revogou a prisão de Mantega (leia abaixo).
Leia a decisão do juiz Sérgio Moro
DESPACHO/DECISÃO
1. Decretada, a pedido do MPF, medidas de busca e apreensão e prisões temporárias, envolvendo pagamentos, em cognição sumária, de propinas em contrato da Petrobrás com o Consórcio Integra.
Entre os fatos, há prova, em cognição sumária, de que Eiken Fuhrken Batista teria pago USD 2.350.000,0 em 16/04/2013 a João Cerqueira de Santana Filho e  a Mônica Regina Cunha Moura mediante depósito, comprovado documentalmente nos autos, em conta da off-shore Shellbill Financeira mantida no Heritage Bank, na Suíça.
Segundo o próprio depositante, tais valores seriam destinados a remunerar serviços por eles prestados ao Partido dos Trabalhadores e teriam sido solicitados pelo investigado Guido Mantega, então Ministro da Fazenda e Presidente do Conselho de Administração da Petrobrás.
O pagamento estaria vinculado ao esquema criminoso que vitimou a Petrobrás e a propinas também pagas a agentes da Petrobrás no âmbito do contrato da Petrobrás com o Consórcio Integra.
Com base nesses fatos e para preservar as buscas e apreensões, acolhi, em 16/08/2016 (evento 3), pedido do MPF para decretação da prisão temporária dele e de outros investigados.
Sem embargo da gravidade dos fatos em apuração, noticiado que a prisão temporária foi efetivada na data de hoje quando o ex-Ministro acompanhava o cônjuge acometido de doença grave em cirurgia.
Tal fato era desconhecido da autoridade policial, MPF e deste Juízo.
Segundo informações colhidas pela autoridade policial, o ato foi praticado com toda a discrição, sem ingresso interno no Hospital.
Não obstante, considerando os fatos de que as buscas nos endereços dos investigados já se iniciaram e que o ex-Ministro acompanhava o cônjuge no hospital e, se liberado, deve assim continuar, reputo, no momento, esvaziados os riscos de interferência da colheita das provas nesse momento.
Procedo de ofício, pela urgência, mas ciente de essa provavelmente seria também a posição do MPF e da autoridade policial.
Assim, revogo a prisão temporária decretada contra Guido Mantega, sem prejuízo das demais medidas e a avaliação de medidas futuras.
Expeça-se o alvará de soltura. Encaminhe-se para cumprimento. Ciência ao MPF e à autoridade policial.
2. Defiro o pedido de habilitação da Petrobras neste processo, eis que suposta vítima dos crimes aqui investigados (evento 66).
Cadastrem-se e intimem-se os advogados da Petrobras.
Curitiba, 22 de setembro de 2016.

Leia a nota da Polícia Federal sobre a prisão do ex-ministro
"Sobre o cumprimento de mandados durante a 34ª fase da Operação Lava Jato, a Polícia Federal informa:
1 – Ao comparecer hoje, às 6hs, na residência do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para o cumprimento de ordens judiciais, constatou-se que apenas o filho adolescente do investigado e uma empregada doméstica estavam presentes no local;
2 – Ao serem informados pelos ocupantes do apartamento que Mantega encontrava-se no Hospital Albert Einstein, a PF dirigiu-se ao local;
3 - Nas proximidades do hospital, policiais federais fizeram feito contato telefônico com o investigado, que se apresentou espontaneamente na portaria do edifício;
4 – De forma discreta e em viatura não ostensiva, o investigado acompanhou a equipe até o apartamento e, já tendo feito contato com seu advogado, foi então iniciado o procedimento de busca.
5 - Tanto no local da busca como no hospital todo o procedimento foi realizado de forma discreta, sem qualquer ocorrência e com integral colaboração do investigado."


Fonte:G1

Repasse de Eike ao PT foi entregue ao casal Santana, diz MPF

Caxias - Ma, 22 de Setembro de 2016



Mônica Moura, mulher de João Santana, foi citada por Eike Batista.
Lava Jato investiga nesta fase irregularidades em contratos com Petrobras.
O procurador da Lava Jato Carlos Fernando dos Santos Lima afirmou nesta quinta-feira (22) que os pagamentos de cerca de US$ 2,35 milhões (R$ 4,7 milhões) feitos, segundo o MPF, pelo empresário Eike Batista ao PT a pedido do ex-ministro Guido Mantega foram entregues a Mônica Moura, mulher do ex-marqueteiro do PT João Santana.
Segundo Carlos Fernando, a informação vem do depoimento de Eike como testemunha e de contratos apresentados por ele. Ele afirmou que Mônica Moura não prestou depoimento nessa fase da operação.
"Ele [Eike] afirmou que houve pedido de Guido Mantega que foi operacionalizado por Mônica Santana e que houve um contrato entre Mônica Santana e a empresa estrangeira de Eike para prestações de serviço. Essas prestações de serviços não ocorreram ou ocorreram de forma limitada", afirmou o procurador.
De acordo com Carlos Fernando, Mônica Santana indicou primeiramente a conta da Polis Caribe para ser receptora desses valores e depois foi feito um segundo contrato com a Shell Bill. "Ambas são sabidamente do casal Santana, a Shell Bil também é sabidamente do casal Santana. Os valores chegaram na mão do casal Santana", disse.
Segundo o procurador, o fato de os repasses atenderem a pedido de Mantega e terem sido feitos ao casal indica que os recursos serviram para pagar dívidas de campanha de 2010, quando Santana foi responsável pela campanha presidencial de Dilma Rousseff.
“Supomos que essas dívidas eleitorais sejam da campanha eleitoral de 2010”, afirmou, acrescentando que o objetivo dos pagamentos ainda depende de maior aprofundamento das investigações.
O procurador diz que há uma coincidência entre as datas do pedido de Mantega a Eike e do pagamento recebido pelas empresas de Eike pelas obras realizadas para a Petrobras. "O pedido de Guido Mantega ocorreu em novembro de 2012. Este fato aconteceu enquanto Guido Mantega era presidente do Conselho de Administração da Petrobras e também pouco antes da liberação do primeiro pagamento de valores relativos a essas obras em plataformas. A liberação de valores foi em 29 de novembro. Essas coincidências é que ligam esse pagamento à Petrobras”, explicou.
Prisão de Mantega
Mantega foi preso temporariamente na manhã desta quinta-feira. Questionado sobre por que foi necessária sua prisão, o procurador disse que “o fundamento foi a ordem pública”. “Estamos falando de valores bilionários desviados dos cofres públicos”, disse. Ele afirmou que foi pedida a prisão preventiva do ex-ministro, mas o juiz recusou e deferiu prisão temporária. No começo da tarde, a decisão foi revogada (veja despacho abaixo).
Carlos Fernando classificou de "coincidência infeliz" o fato de a prisão ter acontecido no momento em que Mantega acompanhava a mulher no hospital, antes de ela se submeter a uma cirurgia.
No despacho em que autorizou a decisão da prisão, Moro destacou que o MPF identificou a existência de diversas ligações telefônicas no período dos fatos entre as empresas de João Santana e Mônica Moura e terminais de altos funcionários do Ministério da Fazenda.
34ª fase
A 34ª fase da Lava Jato, batizada de Arquivo X, investiga a contratação, pela Petrobras, de empresas para a construção de duas plataformas de exploração de petróleo na camada do pré-sal, as chamadas Floating Storage Offloanding (FSPO´s).
Segundo a PF, as empresas Mendes Júnior e OSX - da qual Eike era presidente do Conselho de Administração - se associaram na forma de consórcio para obter os contratos de construção das duas plataformas, mesmo sem possuir experiência, estrutura ou preparo para tanto. A PF afirma que houve fraude do processo licitatório, corrupção de agentes públicos e repasses de recursos a agentes e partidos políticos responsáveis pelas indicações de cargos importantes da Petrobras.
De acordo com a PF, em 2012 Mantega "teria atuado diretamente junto ao comando de uma das empresas para negociar o repasse de recursos para pagamentos de dívidas de campanha de partido político da situação". "Estes valores teriam como destino pessoas já investigadas na operação e que atuavam no marketing e propaganda de campanhas políticas do mesmo partido", continua a PF.
Detalhes da investigação
O MPF diz que o consórcio Integra Offshore, formado pela Mendes Júnior e OSX, firmou contrato com a Petrobras no valor de US$ 922 milhões, para a construção das plataformas P-67 e P-70, que são unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência de petróleo voltadas à exploração dos campos de pré-sal, em 2012.
Ainda segundo o MPF, as consorciadas, "que não detinham tradição no mercado específico de construção e integração de plataformas", viabilizaram a contratação pela Petrobras "mediante o repasse de valores a pessoas ligadas a agentes públicos e políticos".
As investigações apontam a transferência de cerca de R$ 7 milhões, entre fevereiro e dezembro de 2013, pela Mendes Júnior para um operador financeiro ligado a um partido político e à diretoria Internacional da Petrobras, já condenado no âmbito da Operação Lava Jato, segundo o MPF. Os repasses foram viabilizados mediante a interposição de empresa de fachada, que não possuía uma estrutura minimamente compatível com tais recebimentos, segundo os procuradores da Lava Jato.
Ao longo das investigações também foi identificado o repasse de mais de R$ 6 milhões pelo Consórcio Integra Offshore com base em contrato falso firmado em 2013 com a Tecna/Isolux. O valor, ainda segundo o MPF, teria sido transferido no interesse de José Dirceu, que está preso pela Lava Jato, e de pessoas a ele relacionadas.
Os procuradores declararam também que empresas do grupo Tecna/Isolux repassaram cerca de R$ 10 milhões à Credencial Construtora, já utilizada por Dirceu para o recebimento de vantagens indevidas.
No começo da tarde desta quinta-feira, Moro revogou a prisão de Mantega (leia abaixo).
Leia a decisão do juiz Sérgio Moro
DESPACHO/DECISÃO
1. Decretada, a pedido do MPF, medidas de busca e apreensão e prisões temporárias, envolvendo pagamentos, em cognição sumária, de propinas em contrato da Petrobrás com o Consórcio Integra.
Entre os fatos, há prova, em cognição sumária, de que Eiken Fuhrken Batista teria pago USD 2.350.000,0 em 16/04/2013 a João Cerqueira de Santana Filho e  a Mônica Regina Cunha Moura mediante depósito, comprovado documentalmente nos autos, em conta da off-shore Shellbill Financeira mantida no Heritage Bank, na Suíça.
Segundo o próprio depositante, tais valores seriam destinados a remunerar serviços por eles prestados ao Partido dos Trabalhadores e teriam sido solicitados pelo investigado Guido Mantega, então Ministro da Fazenda e Presidente do Conselho de Administração da Petrobrás.
O pagamento estaria vinculado ao esquema criminoso que vitimou a Petrobrás e a propinas também pagas a agentes da Petrobrás no âmbito do contrato da Petrobrás com o Consórcio Integra.
Com base nesses fatos e para preservar as buscas e apreensões, acolhi, em 16/08/2016 (evento 3), pedido do MPF para decretação da prisão temporária dele e de outros investigados.
Sem embargo da gravidade dos fatos em apuração, noticiado que a prisão temporária foi efetivada na data de hoje quando o ex-Ministro acompanhava o cônjuge acometido de doença grave em cirurgia.
Tal fato era desconhecido da autoridade policial, MPF e deste Juízo.
Segundo informações colhidas pela autoridade policial, o ato foi praticado com toda a discrição, sem ingresso interno no Hospital.
Não obstante, considerando os fatos de que as buscas nos endereços dos investigados já se iniciaram e que o ex-Ministro acompanhava o cônjuge no hospital e, se liberado, deve assim continuar, reputo, no momento, esvaziados os riscos de interferência da colheita das provas nesse momento.
Procedo de ofício, pela urgência, mas ciente de essa provavelmente seria também a posição do MPF e da autoridade policial.
Assim, revogo a prisão temporária decretada contra Guido Mantega, sem prejuízo das demais medidas e a avaliação de medidas futuras.
Expeça-se o alvará de soltura. Encaminhe-se para cumprimento. Ciência ao MPF e à autoridade policial.
2. Defiro o pedido de habilitação da Petrobras neste processo, eis que suposta vítima dos crimes aqui investigados (evento 66).
Cadastrem-se e intimem-se os advogados da Petrobras.
Curitiba, 22 de setembro de 2016.

Leia a nota da Polícia Federal sobre a prisão do ex-ministro
"Sobre o cumprimento de mandados durante a 34ª fase da Operação Lava Jato, a Polícia Federal informa:
1 – Ao comparecer hoje, às 6hs, na residência do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para o cumprimento de ordens judiciais, constatou-se que apenas o filho adolescente do investigado e uma empregada doméstica estavam presentes no local;
2 – Ao serem informados pelos ocupantes do apartamento que Mantega encontrava-se no Hospital Albert Einstein, a PF dirigiu-se ao local;
3 - Nas proximidades do hospital, policiais federais fizeram feito contato telefônico com o investigado, que se apresentou espontaneamente na portaria do edifício;
4 – De forma discreta e em viatura não ostensiva, o investigado acompanhou a equipe até o apartamento e, já tendo feito contato com seu advogado, foi então iniciado o procedimento de busca.
5 - Tanto no local da busca como no hospital todo o procedimento foi realizado de forma discreta, sem qualquer ocorrência e com integral colaboração do investigado."


Fonte:G1